
Dois Filmes Para o Coração
você
quer duas sugestões de bons filmes? Pois não posso deixar de recomendá-los, para sua
alegria e reflexão. Ambos trazem a palavra coração no título. Um é O Som do
coração e outro é A Voz do coração. Ambos são ótimos e
emocionantes.
O primeiro deles
apresenta um caso de menino prodígio na música, separado dos pais pelo avô materno já
no nascimento e adotado por orfanato, cujo reencontro dos três personagens no final da
história é emocionante, principalmente levando-se em conta as circunstâncias vividas
pelos personagens e sempre sob inspiração da música.
Já o segundo,
igualmente envolvido por um menino educado em internato de rígida e autoritária
direção, em enredo mais sofrido em virtude do ambiente difícil enfrentado pelos
garotos , traz a luta de um professor de música para transformação daquelas vidas
juvenis, justamente através das notas musicais. Também tem um final emocionante.
Nos dois casos, o
pano de fundo é a música. A música que eleva, que transforma, que empolga. Igualmente
nos dois casos, meninos prodígios. Um com a voz extraordinária, outro com o talento
musical para compor, reger e tocar. Embora o garoto da Voz fosse rebelde e transformou-se
ao toque educativo do professor e o garoto do Som fosse dócil e realizou seu objetivo
através da música, em ambos os casos a coincidência de vidas sofridas e abaladas pela
violência que ainda caracteriza o comportamento humano.
Ao mesmo tempo,
porém, as oportunidades de vida, as circunstâncias de aprendizado, e, sem dúvida, o
amor que liga os seres, não importando distância, nem idade, em tampouco as
adversidades.
São dois filmes
imperdíveis. Não deixe de ver.
Confira a sinopse
dos filmes:
a) A Voz do coração: Pierre
Morhange (Jacques Perrin) é um famoso maestro que retorna à sua cidade-natal ao saber do
falecimento de sua mãe. Lá ele encontra um diário mantido por seu antigo professor de
música, Clémente Mathieu (Gérard Jugnot), através do qual passa a relembrar sua
própria infância. Mais exatamente a década de 40, quando passou a participar de um coro
organizado pelo professor, que terminou por revelar seus dotes musicais. Com 95 minutos de
duração, no gênero drama, e várias premiações, foi produzido na França em 2004.
b) O Som do coração: August Rush
(Freddie Highmore) é resultado de um encontro casual entre um guitarrista e uma
violoncelista. Crescido em orfanato e dotado de um dom musical impressionante, ele se
apresenta nas ruas de Nova York ao lado do divertido Wizard (Robin Williams). Contando
apenas com seu talento musical, August decide usá-lo para tentar reencontrar seus pais.
No gênero drama e 100 minutos de duração, foi lançado em 2007 nos Estados Unidos e já
recebeu indicação de premiação.
Para quem conhece o Espiritismo é
uma delícia assistir o filme. Ele nos leva a meditar sobre os gênios musicais, sobre a
mediunidade musical e especialmente sobre os sons produzidos pelos espíritos em harmonia
e que podem ser captados pelos espíritos em sintonia com a harmonia que o bem produz. Em
Obras Póstumas, por exemplo, no capítulo A Música Celeste, o compositor
Rossini afirma: (...) O Espírito produz os sons que quer. (...) Aquele que
compreende muito, que tem nele a harmonia já conquistada, age sobre o fluido universal e
reproduz o que o Espírito concebe, sente e quer (...). E na Revista
Espírita, de setembro de 1864, o mesmo Rossini cita: A música comove as fibras
entorpecidas da sensibilidade e as predispõe a receber as impressões morais. A música
amolece a alma é poderosa auxiliar de moralização.
O tema sugere o estudo do item 190 de O Livro dos Médiuns, capítulo XVI da segunda
parte, onde assinala o Codificador: Médiuns músicos: os que executam, compõem ou
escrevem música, sob a influência dos Espíritos. Há médiuns músicos mecânicos,
semi-mecânicos, intuitivos e inspirados, como para as comunicações literárias. E
Kardec também classifica os Médiuns de efeitos musicais, considerados muito raros, pois
que provocam a execução de composições, em certos instrumentos de música, sem
E tudo isso sem
desconsiderar o patrimônio, bagagem, cultura, habilidades e experiências do próprio
espírito encarnado, como também é o caso dos filmes.
Eis, pois, dois
bons filmes para fazer bem ao coração e estimular o raciocínio uma vez mais para
constatar a beleza do Espiritismo que nos amplia os horizontes do entendimento.
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Autor:
Orson Peter Carrara
orsonpeter@yahoo.com.br
http://www.orsonpcarrara.rg3.net/
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